O primeiro curta do Tim Burton que quase ninguém viu!




Não há quem não conheça as histórias fantásticas do cineasta norte-americano Tim Burton, na sua atuação no cinema mainstream, com os clássicos “Edward Mãos de Tesoura”, “Os Fantasmas se Divertem”, “Noiva Cadáver” e as releituras dos clássicos “A Fantástica Fábrica de Chocolate” e “Alice no País das Maravilhas”. Mas quase ninguém sabe que existe um curta-metragem rolando na internet, que foi o primeiro filme do cara.

“Vincent” foi um curta realizado em 1982, em preto e branco, que utilizou a técnica de Stop Motion, para contar a história de garoto de aproximadamente 7 anos de idade, Vincent Malloy. A primeira realização de Tim Burton já revelava a sua fascinação pela literatura fantástica e os contos de terror. Quase autobiográfico, o conto de 6 minutos apresenta um personagem perturbado e extremamente criativo, que passa horas em seu quarto escuro lendo contos de terror de Edgar Alan Poe. A personalidade de Vincent Malloy se confunde com a de seu ídolo, o ator norte-americano (também de filmes de terror) Vincent Price, que foi especialmente convidado por Burton para ser o próprio narrador do filme!

Tim Burton no set de “Vincent”, 1982

Tim Burton-Vincent-1982

O conto apresenta a loucura do menino Vincent, narrada por Vincent Price em forma de poema rimado. A narrativa visual é repleta de imagens obscuras, luzes e sombras, cuja velocidade aumenta à medida que a trilha sonora e a sonoplastia se intensificam. Tanto as imagens, quanto o ritmo das cenas e da narração são muito envolventes. Este estilo já revelava as características peculiares da obra de Burton, evidenciadas em grandes sucessos de bilheteira posteriormente realizados.

Em 1984 “Vincent” recebeu o prêmio Audience Award no Ottawa International Animation Festival.

Tim Burton-Vincent-Malloy
Tim Burton e seu personagem Vincent Malloy
E aqui está o filme!

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André Marcelo

Notívago por natureza. Sagitariano apaixonado por viagens improvisadas que provocam o contato com a história e com a natureza. Amante da música, do teatro, do cinema. Das dezenas de coisas que já fiz, me amasiei com a produção cultural. Uma vida experimentando novas formas de expressão e relacionamento comigo mesmo e com o mundo.

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